segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Juro


Entrei no banheiro, depois de algumas doses de conhaque e alguns baseados, os pensamentos absortos ao mesmo tempo a duvida predominava.
Pensei em quanto tempo agüentaria aquela tortura psicológica, havia algum tempo que só conseguia me concentrar naquilo, ou naquela.
Logo depois entrou a bendita, olhou com olhos iluminados, embebidos de paixão, a boca vermelha clamava por carne, chegou mais perto e começou a sussurrar algo que era difícil de compreender depois de tanto álcool. Será? Será que ela esta falando isso mesmo? Pensei... Será que minha cabeça está imaginando coisas, coisas que eu sempre quis, mas nunca tive coragem de dizer e agora ela vem e me escancara. Ainda com as pernas trêmulas, mãos suadas, sorrí e retribuí àquela conversa , ao mesmo tempo ela foi se chegando, sussurrando, sua boca colou suave densa, intensa, o batom vermelho se espalhou por todo o rosto, as mãos se esbarraram, perdidas, mas logo acariciaram seus rostos e corpos, um calor, uma sensação nunca antes experimentada.
Subitamente alguém bateu na porta, a tensão aumentou, o medo fez parecer melhor, mas a insistência da batida na porta encerrou para sempre aquele beijo.
Depois de alguns dias quando fui visitá-la, ignorou tal situação com tanta classe que penso que foi um sonho.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Congratulations


Eu conheci uma menina, sabe essas meninas que você fica olhando, olhando, tentando enchergar uma falha, uma brecha,(eu sou moh crítica!)Você fica pensando, " Não pode ser tão perfeita assim, além de linda, é simpática, o olhar parece que compreende todas as coisas do mundo, não pode ser. Podia ficar horas admirando ela conversar, uma fala mansa e paciente.
Eu fiquei algum tempo sem ve-la, mas nunca esqueci, e sempre que possivel eu falava dessa menina.
Depois de alguns anos, o acaso ou o destino, ou nossas escolhas nos uniu em uma amizade que eu necessito nunca mais perder-la.
Essa menina se mostrou uma mulher nem tão paciente e nem tão compreensiva das coisas do mundo, mas não menos amávél ou menos "AMIGA".
Se mostrou alguem com quem eu posso contar se eu precisar, mas que pode falhar um compromisso de balada (eu fico p!!!) mas que se desdobra em dez pra me fazer entender o porque ela não foi,. e mesmo que eu nao entenda e fique brava, só de olhar ela tentando me convencer eu deixo passar batido, porque meu amor e minha amizade por ela é incondicional.
Hoje essa menina é uma mãe e como eu previa, "Maravilhosa" e está de niver, por isso estou aqui presenteando-a com uma declaração de amor escancarada, porque ela merece, mesmo não indo mais la em casa, mesmo me deixando de escanteio!!!! Mas depois eu me acerto com ela.
Monita!!! Congratulation, muitas felicidades, de preferência que muitas sejam vividas comigo. Parabéns por ser essa pessoa autêntica.

Beijos Te Amo Minha Amiga!!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Do Outro Lado


Tem alguém querendo me levar prá lá
De onde nem de longe eu sinto a minha dor...
Tava até pensando em te deixar
De qualquer jeito eu sei que ainda tem amor
Mas esse alguém me disse que é por lá que eu vou ficar
Eu não consigo acreditar e peço por favor,
é como ter as pernas e não poder andar.
Me disseram que lá posso ser o que quiser,
mas eu ainda não acredito, to inrustida, vivo a vida inrustida
eu vi alguem tentando viver sem mal dizer
E quando atravessou viu que não tinha saída
Agora ele era alguém como queria, aprendendo com sabedoria
Quando tu me perguntares de onde tirei isso, só posso responder,
me conheço tanto quanto tu.
É como ter as pernas e não saber andar.
É como eu te amar e não te ter... é como tu me ter e não me amar.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

TDP


A doutora falou:
_Transtorno do Pânico. Tem tratamento, pode ser temporário, pode ser definitivo.
_Ah bom, pensei que eu estava ficando doida, então eu vou tomar remédio de louco, mas não sou louca?
_É, mas tem que fazer o tratamento!
_E ai, eu vou ficar chapadona com esse tal remédio?
_Depende, o primeiro pode acelerar o coração, mas controla o TDP, o segundo é para relaxar.
_Então eu vou ficar grógui?
_É... vai
_E sabe por que eu tenho isso?
_Não, nesse caso tens que ir a um psiquiatra...
_Hum... só pra entender, eu não sou louca varada, mas tenho que tomar remédio de doido, eu não sou lelé, mas tenho que ir a um psiquiatra? E eu não posso nem tirar um conceito disso, pois vão me chamar de pirada?
_Olha, vai pra casa toma esse remedinho e descansa ta?
_ Ta, vou aproveitar pra lavar a roupa.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Garota Perdida


Ela não tinha mais do que 15 anos, era uma menina disfarçada de alguma coisa ou coisa nenhuma. Tinha uma beleza distorcida, por baixo das calças largas e rasgada, dos cabelos raspados tingidos de rosa (ela era punk).
Já estava entorpecida quando ouviu o policial gritar – Mão na parede!!!!!
Demoraram alguns segundo pra ela assimilar o que estava acontecendo, não que ela não soubesse que estava sujeita aos percalços, mas sempre contava com a sorte que lhe era cabida.
Olhou para o policial com a arma na mão, tentou se desvencilhar da “geral” mas não houve tempo, ela foi pega ali num inocente baseado, momento que ela tirava para aliviar toda a tensão de uma garota de 15 anos. Um sentimento de pavor tomou conta dela, que explicação iria dar aos pais. Sempre se achou tão esperta.
Dissimulou um choro desesperado, contou uma história deslavada, a única coisa que conseguiu ouvir do policial foi um _ Não adianta que eu já te conheço garota!
Começou a sentir tremores, nem sabia que era tão medrosa e covarde. Teve tratamentos dispensados a trombadinhas batedores de carteira. Durante as duas horas de terror em que ficou trancada em uma cela com uma espuma servindo de colchão e um rato lhe fazendo companhia, chorou demasiadamente até que olhos vermelhos agora do choro não abrissem mais, na garganta um grito preso por raiva de si mesmo, de ter sido tão tola. Mesmo assim não conseguia se arrepender das coisas que fazia, não lhe parecia errado.
Enfim chegou a hora de encarar os olhos da mãe, o que diria, como explicaria.
Quando chegou em casa algemada, viu nos olhos da mãe uma certa decepção misturada com preocupação e disse..
– Mãe, eu tenho que te contar uma coisa... eu não fumo só maconha, eu também uso cocaína, e hoje me pegaram.
- Fizeram Alguma coisa com vc filha? Te bateram??
- Não mãe, não fizeram nada.
- Minha filha tu usa isso sempre??
-Não mãe, é só de vez em quando. Agora tenho que sair outra vez, a galera ta me esperando, depois a gente conversa.
- Minha filha não sai, se te pegam de novo, fica em casa filha!
- Não mãe, tenho que ir, não vão me pegar de novo!! Não se preocupe!
Saiu pela porta pra comemorar a sua primeira prisão, sem se importar com o coração apertado da mãe que por certo ficou se contorcendo de preocupação pela teimosa e errante filha. Mas quem não erra? Atire a primeira pedra...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A Chuva


Terminou o livro já passava das 02 da manha, olhou pela janela, a chuva não dava trégua, não era o momento certo pra chover tanto dessa maneira.
Ela já tinha medo da chuva ininterrupta, quanto mais agora nesses dias em que aquele sentimento de vazio se tornava estonteante.
Pensou na idade em que se encontrava, não era tão velha, pelo contrário, era uma jovem com filhos e marido como todo mundo.
Pensou em tudo o que tinha, era o suficiente pra ser feliz, mas havia uma obstrução na felicidade dela.
Desde criança sentia aquele vazio. Primeiro achou que era diferente, porque se sentia diferente, porque a tratavam diferente. Depois quando nos altos de sua adolescência, onde todos os hormônios estão em ebulição, descobriu que era igual a todas as crianças com pais separados.
Foi quando ela decidiu que seria “diferente”, a verdade é que ela desejava não alcançar a expectativa de sua mãe, que ela julgava ser a culpada de todos os problemas.
Sentou outra vez no sofá, lembrou das vezes que fez sua mãe chorar, agora que tinha filhos entendia perfeitamente as dores de uma mãe. Lembrou de como sua mãe praguejava “... você ainda vai ter filhos, tomara que te façam isso e aquilo!”. Ela e o vazio seguiram lado a lado, durante anos. Foi companheiro dos baseados, das bebedeiras, das perdas, das festas, na hora de ir embora, na hora do parto.
Abraçou o livro com força, a história que leu, fez repensar suas atitude durante toda a vida. Fora auto destrutiva quem sabe. Destruiu mais amores do que a si mesmo, quem sabe destruiu sempre e tudo ao seu redor.
Sentiu uma lágrima amarga, tomou mais um gole do café preto e forte, e se perguntou por que tudo tinha que ser forte. Derrepente notou que fora ela quem nasceu desprovida de força. Fazia sentido agora, tudo sempre lhe pareceu muito maior, mais pesado, mais forte.
Guardou o livro bem lá no fundo da gaveta pra nunca mais ler. Junto foram as memórias bem no fundo do obscuro, secou os olhos e foi deitar com a certeza, de que nunca ninguém tivera culpa da sua loucura, ninguém, nem ela.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

SÍNDROME DE TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL


Também conhecida por TPM, é um conjunto de sintomas físicos e comportamentais que ocorrem na segunda metade do ciclo menstrual podendo ser tão severos que interfiram significativamente na vida da mulher.
A TPM é uma desordem neuropsicoendócrina com sintomas que afetam a mulher na esfera biológica, psicológica e social. A tendência hoje é acreditar que a função fisiológica do ovário seja o gatilho que dispara os sintomas da síndrome alterando a atividade da serotonina (neurotransmissor) em nível de sistema nervoso central.
O tratamento depende da severidade dos sintomas e incluem modificações alimentares, comportamentais e tratamentos medicamentosos.
Os sintomas mais comuns incluem:
Por ordem de freqüência: DESCONFORTO ABDOMINAL, MASTALGIA CEFALÉIA, FADIGA, IRRITABILIDADE, TENSÃO, HUMOR DEPRIMIDO, HUMOR LÁBIL, AUMENTO DO APETITE, ESQUECIMENTO E DIFICULDADE DE CONCENTRAÇÃO, ACNE, HIPERSENSIBILIDADE AOS ESTÍMULOS, RAIVA, CHORO FÁCIL, CALORÕES, PALPITAÇÕES e TONTURAS.


Irritabilidade (nervosismo),

Ansiedade (alteração do humor com sentimentos de hostilidade e raiva),

Depressão (com sensação de desvalia, distúrbio do sono, dificuldade de concentração)

Cefaléia (dor de cabeça),

Mastalgia (dor ou aumento da sensibilidade das mamas),

Retenção de líquidos (inchaço ou dor nas pernas),

Cansaço,

Desejos por alguns alimentos como chocolates, doces e comidas salgadas.

Entendeu Amor????


Site de pesquisa - http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?404